Prompts para o gerador de poemas
Escolha a ocasião, veja o que o gerador de poemas devolve e mande o pedido direto para a ferramenta. Cada prompt é um ponto de partida: coloque o nome verdadeiro, a idade e dois detalhes, e o verso deixa de servir para qualquer pessoa.
Ocasiões e felicitações
Um poema de aniversário no lugar do cartão comprado às pressas, quatro versos para uma idade redonda, a homenagem de casamento e a mensagem de Ano Novo que vai para o grupo.
Poema de aniversário
Para a mãe, um amigo, alguém do trabalho: quando o postal tem de ser escrito hoje à noite.
Escreve um poema de aniversário para a minha mãe. Chama-se Fernanda e faz 55 anos. Oito versos, rima emparelhada, carinhoso e sem frases de postal: as roseiras dela, o facto de ser sempre ela a telefonar primeiro e a sorte que tivemos.
És tu que ligas antes do café,antes de o dia saber o que é.As roseiras aguentaram o ano inteiroe tu, mãe, continuas a chegar primeiro.
Aniversário de número redondo
Sessenta anos, uma sala cheia e um microfone: aqui o texto de um postal já não chega.
Escreve um poema para os 60 anos do Miguel, trinta deles como engenheiro de pontes. Doze versos, tratamento por «o senhor», solene: o caminho já feito e o muito que ainda vem pela frente. Sem «sabedoria» e sem «uma vida inteira».
Sessenta são trinta anos de betãoe trinta pontes desenhadas à mão.Não há aqui conta fechada nem final:a cidade atravessa-as, e passa, afinal.
Poema de casamento
Casamento, mesas cheias, e esperam quatro versos seus: melhor os seus do que os encontrados online.
Escreve um poema de casamento para a Ana e o Pedro. Oito versos, rima cruzada, caloroso e nada solene: dois nomes que passam a partilhar porta e cozinha, e um desejo de paciência, calma e risota em casa.
Dois nomes cabem hoje numa porta,numa cozinha, num corredor, numa chave.Que sobre a paciência — é isso que importa —e que o riso, em casa, nunca seja grave.
Mensagem de Ano Novo
A mensagem do dia 31, quando o mesmo «bom ano» já chegou de toda a gente.
Escreve uma mensagem de Ano Novo em verso para os amigos. Oito versos, rima emparelhada, leve e com humor: o ano que acaba trouxe de tudo, ainda assim aqui estamos, e que o próximo venha mais calmo — menos surpresas e mais mesa cheia.
O ano foi longo, não vamos negar,mas acabou, e já se pode brindar.Que o próximo venha mais calmo e mais lento:mais mesa, mais riso, menos aborrecimento.
O que não sai a falar
As três frases que nunca saem limpas na hora: um poema de amor que diz o que você trava para falar, um pedido de desculpas em versos e um obrigado por quatro anos de convivência.
Declaração de amor
A falar não sai; em verso sai — e este até se pode enviar.
Escreve uma declaração de amor para uma rapariga chamada Marina. Doze versos, rima cruzada, terna e concreta em vez de piegas: a maneira como ri, o novembro em que nos conhecemos e o facto de eu ainda não conseguir dizê-lo em voz alta.
Falo-te do tempo, do trânsito, do mar,porque o resto fica-me atravessado.Mas tu ris — e volta outra vez a pesaraquele novembro em que fiquei do teu lado.
Pedido de desculpa em verso
Quando o «desculpa» já foi dito, não resultou, e a casa está calada há três dias.
Escreve um pedido de desculpa em verso. Oito versos, rima emparelhada, honesto e sem piadas: magoei a minha mulher com uma frase afiada, reconheço que não tinha razão, não procuro desculpas e prefiro uma discussão ao silêncio.
Enganei-me. Sem «mas» e sem razão:uma frase afiada, e depois o chão.O silêncio nesta casa é o pior:grita, discute — mas fala, por favor.
Poema de agradecimento
Para a directora de turma no último dia, para uma enfermeira, para o treinador: gente a quem um «obrigado» fica curto.
Escreve um poema de agradecimento à directora de turma, da parte dos pais da turma que acaba o ciclo. Oito versos, tratamento formal, caloroso e concreto: quatro anos, as visitas de estudo, a paciência com os que nunca entregavam nada e as pessoas em que os miúdos se tornaram.
Quatro anos, uma turma, uma porta,as visitas, a gripe, os testes por fim.Foi severa — e é isso que importa:é o que eles levam consigo, e é assim.
Para crianças e para rir
Um poema infantil para a apresentação da escola, um verso engraçado sobre um amigo no formato limerick e um rap de aniversário para o sobrinho que acha cartão uma vergonha.
Versos para uma criança pequena
Para a festa da escola, um aniversário ou só para decorar antes de dormir: palavras curtas e ritmo aos saltos.
Escreve uns versos divertidos para a minha filha de cinco anos. Oito versos, palavras simples, ritmo muito marcado: a casa toda já dorme, o ursinho ressona, e só a Matilde é que continua aos saltos atrás do balão.
Dorme o sofá, dorme a chaleira,dorme o ursinho de qualquer maneira.Só a Matilde salta no colchão:«Não tenho sono! Onde está o balão?»
Limerick sobre um amigo
Cinco versos para picar com jeito — daqueles que se leem com ele à mesa.
Escreve um limerick sobre o meu amigo Zé, que há três anos está quase a inscrever-se no ginásio e adia sempre. Cinco versos, rima AABBA, com graça mas sem maldade: vai ser lido com ele presente.
Um amigo que tenho, o Zé,diz que vai ao ginásio, e atéjá comprou o cartão;só que a inscrição, então,dorme há três anos. Pois é.
Rap de aniversário
Para o adolescente que faz uma careta assim que ouve «querido sobrinho» e uma rima com «anos».
Faz um rap de aniversário para o meu sobrinho que faz 16 anos: para ler em voz alta por cima de uma batida, linguagem de agora, rimas seguidas. O skate encostado à porta, os phones que nunca tira e o facto de já ser mais alto do que eu.
Dezasseis no contador, põe o som a rasgar:já saíste do casaco e do teu velho lugar.Skate à porta, phones que não vais tirar,mais alto do que eu. Agora é contigo: avançar.
Mesa e escritório
O que se lê de pé na confraternização: um brinde em versos, a despedida da colega que está saindo e uma homenagem de Dia da Mulher para o andar inteiro do escritório.
Brinde em verso
Quem se levanta com o copo é você, e ler versos de outra pessoa pelo telemóvel nota-se.
Escreve um brinde em verso para um jantar de aniversário. Oito versos, para ler em voz alta, e o último levanta o copo. Sobre o facto de à mesa estarem os que também cá estiveram nos anos maus, não apenas nas festas.
Nesta mesa não está ninguém de passagem:quem cá está ficou quando não havia festa.Bebo ao que nos segurou nesta viageme à mesa que há de vir. Aos copos, e é esta!
Despedida de uma colega
Vai para outra empresa, a equipa juntou dinheiro para a prenda, e o texto é consigo.
Escreve um poema de despedida para uma colega que sai para outra empresa ao fim de sete anos na equipa. Doze versos, tratamento formal, caloroso e com humor seco sobre as nossas reuniões intermináveis e os fechos de trimestre que ela salvou. Sem dramas de despedida.
Sete anos de reuniões, de chá e de papel,sete anos a salvar o fecho, sem quartel.Hoje deixamo-la ir, e ainda bem que vai —mas a cadeira à janela cá por nós não sai.
Felicitação do 8 de Março
Para o Dia da Mulher no escritório: uma mensagem que se pode mesmo ler em voz alta na reunião.
Escreve uma felicitação do 8 de Março para as colegas do departamento. Oito versos, tratamento formal, rima emparelhada, calorosa e respeitosa, sem elogios ao aspecto: o trabalho aguenta-se mesmo por causa delas, e o desejo é primavera e um fim-de-semana sem telefonemas.
Os prazos, o orçamento, a agenda, o café:este piso aguenta-se por vocês, é o que é.Que a primavera entre até ao corredore no sábado o telefone se cale, por favor.
Formas fixas
Quando o trabalho é a forma e não o tema: um haicai de três versos, um acróstico montado com um nome e um soneto de catorze versos para a aula de literatura.
Haiku sobre um tema dado
Trabalho de casa: três versos, 5-7-5, sem rima e sem moral no fim.
Escreve um haiku sobre a primeira neve na cidade. Três versos, 5-7-5 sílabas, sem rima, uma única imagem concreta que se veja mesmo: sem explicações, sem conclusão e sem a palavra «alma».
Neve sobre o cais —cabo negro e gaivotaambos brancos já.
Acróstico com um nome
As primeiras letras dos versos formam o nome: uma prenda que se lê duas vezes.
Faz um acróstico com o nome RITA: as primeiras letras dos versos, lidas de cima para baixo, formam o nome, uma letra por verso. Carinhoso, sobre uma irmã que é sempre a primeira a aparecer quando algo corre mal.
Rápida, chegas antes de eu ligar,Ia jurar que adivinhas pelo ar.Trazes o saco, pousas, pões a mesa,A casa, ao fim da tarde, já não pesa.
Soneto sobre um tema dado
Catorze versos com a viragem antes do fim; no exemplo está só a primeira quadra.
Escreve um soneto sobre o tempo. Catorze versos, esquema de rima clássico, com uma viragem clara antes dos últimos versos. Imagens concretas em vez de filosofia, e nunca a palavra «eternidade».
O relógio do corredor olha-me há dias,como se já soubesse o fim da conversa.Faço-lhe um sinal: esperemos, que as horas friasnão se contam assim, uma a uma, à pressa.